terça-feira, 3 de junho de 2014
TESSINA 35 (1957)
248 - TESSINA 35 (1957)
É provavelmente a mais pequena máquina que usa película de 35mm, embora produza o "meio formato" (14X21mm).
Dado o seu tamanho não pode usar-se as cassetes standard 135, o filme tem que ser carregado para cassetes próprias da marca.
É uma peça de relojoaria suiça criada por Arnold Siegrist e produzida, até 1996, pela Concava S.A.
Técnicamente é uma TLR, com avanço do filme por motor de corda.
Velocidade de 1/2 a 1/500 e aberturas de 2.8 a 16.
O filme usado nesta eperiência era um TRI X 400 muito antigo.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
ARGUS Model K (1939)
246 - ARGUS Model K (1939)
Uma das raridades desta interessante marca americana, em 35mm. Parece que só foram produzidas entre 2000 e 3000 unidades.
É uma máquina estranhíssima desde logo por ter o visor na base e não no topo, obedecendo à ideia de usar a testa para, encostando, obter estabilidade no momento do disparo.
E tem um fotómetro de extinção o que também é bastante raro.
Lente Anastigmat, 50 mm, f=4.5.
Velocidades 1/25 à 1/200, B, T.
terça-feira, 27 de maio de 2014
CORONET Commander (1950)
245 - CORONET Commander (1950)
Máquina inglesa, de plástico, que faz o formato típico do 35mm (24X36) em rolos 120 (nas proporções mostradas na imagem).
Faz portanto 24 fotografias num rolo 120.
Talvez seja um caso de preguiça no processo de adaptação aos novos tempos ou então havia razões comerciais que ainda não descobri.
Lente 50mm Achromat f8.
terça-feira, 13 de maio de 2014
ROBOT IIa (1951)
244 - ROBOT IIa (1951)
Esta linha de câmaras para amadores com avanço da película baseado num sistema de "corda" relojoeira nasceu em 1934. A rotação completa da mola era suficiente para disparar 25 fotografias em sequência.
Outra originalidade consistia em fazer fotografias em 24X24mm apesar de usar os rolos 35mm, carregados para dentro de uma cassette própria.
Com a chegada da guerra a produção "civil" foi suspensa e a Robot passou a ser usada pela Luftwaffe.
O visor pode ser espreitado não só na posição normal mas também a partir de um ângulo de 90º, a partir de um orifício na ilharga.
LOMO Smena 8M (1970)
243 - LOMO Smena 8M (1970)
Um produto soviético de construção muito fraca e que devia ser usado para demonstrar, pelo absurdo, o conceito de ergonomia.
A alavanca de armar o obturador, um anacronismo nos anos 70, é também um empecilho em que os dedos tropeçam durante o disparo.
Diz-se, com graça, que o contador das fotografias é apenas decorativo e eu diria o mesmo do botão de rebobinar.
No entanto tem que se reconhecer a este caixote de plástico uma capacidade inesperada para produzir imagens interessantes.
Usa rolos 135.
Foi ao Festival das Máscaras Ibéricas, na baixa de Lisboa.
AGFA Karat 3.5 (1938)
242 - AGFA Karat 3.5 (1938)
Uma 35mm de antes da guerra, com pequeno fole, extensível.
Para usar é preciso carregar o filme para dentro da cassette especial de onde ele será puxado, quando se roda o avanço da película, para a cassette de recepção.
Como o obturador COMPUR tem que ser armado antes de disparar esta Agfa mostra a sua haste através do visor,enquanto tal não é feito, para alertar o fotógrafo.
Lente Solinar 50mm f=3.5.
Foi ao Festival das Máscaras Ibéricas, na baixa de Lisboa.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
LONGCHAMP (1940)
241 - LONGCHAMP (1940)
A Boumsell fabricou câmaras com nomes de corridas de cavalos (Longchamp, Auteuil).
A Lonchamp é uma pseudo-TLR, em baquelite, do tempo da guerra.
Lente de menisco e uma única velocidade de obturação.
Usa rolos 127 e faz fotografias com 3X4 cm.
Passeou no Freeport despertando a curiosidade das jovens caixeiras.
terça-feira, 29 de abril de 2014
KODAK 1A Folding Pocket (1908)
240 - KODAK 1A Folding Pocket (1908)
Não sei onde ela estava no 25 de Abril de 74 mas sei que teria então 66 anos, era portanto mais ou menos da minha idade actual.
No 25 de Abril de 2014, usando rolos 116 datados de 1974, fotografou o comício do Rossio a partir do alto do elevador de Santa Justa.
Dada a idade da máquina e do rolo o resultado é bastante positivo.
As fotografias produzidas têm 6.5X10.7 cm e o rolo usado foi um Verichrome Pan.
terça-feira, 22 de abril de 2014
CORFIELD 66 (1961)
239 - CORFIELD 66 (1961)
A casa Corfield, inglesa, tornou-se famosa pelas suas 35mm reflex (Periflex) que, em vez de espelho retráctil, usavam uma espécie de periscópio.
A Corfield 66 constitui uma tentativa de entrada no médio formato com uma reflex, que usa espelho, obturador de cortina no plano focal, e faz fotografias 6X6 em rolos 120 (neste caso Neopan Acros 100).
A produção foi abandonada ao fim de pouco tempo e supõe-se que não tenham sido produzidas mais de mil unidades.
Lente Corfield Lumax 95mm f/3.5 e velocidade máxima de obturação 1/500 de segundo.
terça-feira, 15 de abril de 2014
KODAK Brownie Starmite (1960)
237 - KODAK Brownie Starmite (1960)
A kodak produziu, com grande sucesso vários modelos cuja designação começava por "Star".
O flash integrado parece ter sido grande moda nesta época.
Total simplicidade na utilização de rolos 127 e formato 4X4 cm.
Andou à volta do Museu de Arte Popular que lá continua, em Belém, à espera de recuperar o seu espólio.
FERRANIA 3M Veramatic (1968)
236 - FERRANIA 3M Veramatic (1968)
Foi produzida em várias combinações de cores, sempre revelando a sensibilidade estética que os italianos põem no que fazem. Mesmo quando se trata de um produto baratíssimo.
Usa rolos de cassettes 126 (28X28 mm) e, neste caso, foi usado um cuja data de validade era 1991.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
KODAK 1A Pocket (1926)
232 - KODAK 1A Pocket (1926)
Usa rolos 116, de um tipo que deixou de ser produzido pela Kodak em 1974. Este que eu usei revelou-se em bom estado de conservação.
Os negativos têm 6,5X11 centímetros.
A lente é Kodar 130m f=7.9 e o obturador Kodex, com velocidade máxima 1/50.
Disparada com a abertura máxima foca perfeitamente o centro da imagem mas, por causa da profundidade de campo reduzida, desfoca as extremidades.
quarta-feira, 26 de março de 2014
MIRANDA TL200 (1996)
231 - MIRANDA TL200 (1996)
As máquinas Miranda nunca me atraíram pois lembro-me sempre da Carmen Miranda.
Ainda por cima este modelo, básicamente uma "point and shoot" 35mm, foi lançado em data que não consegui apurar.
O que me levou então a pegar-lhe? Tem duas objectivas (34 e 43 mm) que se activam por uma engenhosa rotação do canhão onde estão montadas.
Prático e sem complicações.
LEIDOLF Lordomat C35 (1956)
230 - LEIDOLF Lordomat C35 (1956)
Esta 35mm, de lentes intermutáveis, nasceu em Wetzlar, a cidade berço da Leica, que todos conhecem e admiram.
A Lordomat C35 é muito invulgar, carregada de idiossincrasias.
Por exemplo, tem dois visores. Um serve para a objectiva "normal" e o outro serve a grande angular e as tele. Este dispõe de uma roda para compensar a paralaxe.
O avanço da película obtém-se accionando o pequeno manípulo duas vezes.
Tem fotómetro de selénio não acoplado bem como telémetro.
Óptima qualidade de construção.
quarta-feira, 12 de março de 2014
KODAK Hawkette (1930)
228 - KODAK Hawkette (1930)
Esta bela câmara de baquelite, foi a primeira deste material a ser produzida pela Eastman Kodak.
Surgiu em Inglaterra para funcionar como brinde, ou seja, não era vendida mas sim oferecida a quem comprasse certos produtos caros.
Lente de menisco e obturador rotativo.
Rolos 120 e formato 6X9.
segunda-feira, 10 de março de 2014
ADOX 66 (1950)
224 - ADOX 66 (1950)
Esta curiosa câmara de baquelite foi produzida para a Adox por Hermann Wolf GmbH, de Wuppertal (também foi produzida para a Gevaert com o nome Gevabox).
Estava dotada de uma lente de menisco 1:8, focável, e permitia escolher entre instantâneo ou pose, bem como abertura f8 ou f11.
Trabalhava com rolos 120 e formato 6X6.
quarta-feira, 5 de março de 2014
LOMO Voskhod (1964)
223 - LOMO Voskhod (1964)
Tem o nome das naves espaciais tripuladas postas em órbita pela URSS no mesmo ano.
Um ponto alto para a grande potência comunista do qual esta câmara queria fazer parte, pela sua qualidade mecânica e pela estética.
É além do mais uma 35mm original, na forma invulgar de avanço da película (por rotação do cano da objectiva) e na colocação do botão de disparo (à frente).
Foram fabricadas 59.000, em grande parte para exportação.
KW Reflex Box (1933)
222 - KW Reflex Box (1933)
KW vale por Kamera-Werkstätten Guthe & Thorsch, a firma de Dresden que depois integrou a Pentacon.
Trata-se de uma engenhosa solução que permite a um "caixote" funcionar como uma reflex através da abertura superior por onde é possível fazer a focagem.
O mesmo espelho que envia a imagem da lente para o visor constitui o obturador já que, impulsionado por uma mola quando se dispara, comporta-se como uma cortina de deslocação vertical (1/100).
Lente Steinheil Actinar 1:4,5 F = 10,5 cm.
Rolos 120 para fazer fotografias 6X9.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
ZEISS Icarex 35 S (1968)
221 - ZEISS Icarex 35 S (1968)
A Icarex é o resultado da fusão, sem sucesso, da Voigtlander na Zeiss Ikon (os dois nomes aparecem na fachada).
É uma máquina de alta qualidade mas no momento do seu lançamento já as marcas japonesas galgavam os mercados a todo o vapor.
Existiu em versão baioneta e de rosca (M42).
Tem um fotómetro CdS através do prisma e a sua lente normal Tessar 50mm é considerada uma das melhores de sempre.
MAMIYA Auto Lux 35 (1963)
220 - MAMIYA Auto Lux 35 (1963)
Produzida sob várias marcas esta 35mm de lente fixa tem um característico fotómetro de selénio na forma de trapézio (como certos modelos da Kowa ou da Kiev).
Lente de 48mm Mamiya-Sekor f/2.8 e obturador Copal-X com velocidades 1/15-1/500.
Pode calcular a abertura se lhe dermos a velocidade.
Fotografou a ponte em Alcácer.
KONI-OMEGA Rapid 100 (1975)
219 - KONI-OMEGA Rapid 100 (1975)
As "press cameras", como esta, foram pensadas para o jornalismo fotográfico. Uma haste que se puxa com a mão direita garante a rapidez no avanço da película.
É também a mão direita que faz a focagem enquanto a mão esquerda segura a máquina pelo punho e executa o disparo.
Lente Super Omegon f3,5/90 mm.
Usa rolos 120 e faz formato 6X7.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
ITT 405B (1982)
217 - ITT 405B (1982)
é uma daquelas máquinas de culatra, ou seja, o avanço da película obtem-se esticando e encolhendo a dita.
É só facilidades para o utilisador mas usa o famigerado rolo em cassette 110, em meio formato, o que quase sempre garante resultados muito pobres do ponto de vista técnico.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
ROLLEIFLEX 35 (1966)
215 - ROLLEIFLEX 35 (1966)
Compete com a Minox em termos de tamanho.
Em 30 anos foram produzidos dois milhões de unidades, cada vez mais sofisticadas.
A máquina experimentada é o primeiro modelo que foi produzido até 1974.
Tem fotómetro CdS mas não tem telémetro pois simplesmente não dispõe de espaço para tal.
Lente de qualidade Tessar f/3.5, 40 mm.
MINOX 35 GT (1981)
214 - MINOX 35 GT (1981)
Desenhadas em 1974 pelo Professor Fischer, na Universidade de Viena, as pequeníssimas Minox chegaram até ao fim do século XX em variados modelos.
Esta 35GT é de 1981 e apresenta a característica porta que ao rebater puxa para fora a objectiva Minotar 35mm, 2.8.
Usa rolos 135.
Tem exposição automática baseada na escolha da abertura feita pelo fotógrafo e mostra a velocidade resultante no visor.
ILFORD Sportsmaster (1961)
213 - ILFORD Sportsmaster (1961)
Esta máquina tem uma característica pouco comum que partilha com a sua irmã gémea DacoraMatic 4D; quatro botões de disparo.
Cada botão deve ser usado de acordo com a distância a que o motivo se encontra, realizando-se a focagem dessa forma.
O cálculo da exposição também é automático e baseado na medição de selénio.
Obturador Prontor-Lux e lente Dacora Dignar 45mm f2.8.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
NIKON Zoom 100AF (1993)
210 - NIKON Zoom 100AF (1993)
Esta 35mm fez muitas viagens comigo, numa fase em que não tinha pachorra para algo mais sofisticado.
É bastante automática e tem um pequeno zoom (35-70).
Depois de alguns anos no armário teve que ser recuperada pois alguns circuitos tinham deixado de funcionar.
Faz hoje precisamente dois anos que iniciei esta longa série de experiências fotográficas.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
KODAK Stereo (1954)
208 - KODAK Stereo (1954)
Surgiu na esteira do sucesso de uma outra 3D, a Stereo Realist, e venderam-se cerca de 100.00 unidades no seu primeiro ano de existência.
Usa rolos 35mm e faz fotografias 24X24mm.
Está dotada de um nível que o fotógrafo vê enquanto enquadra a fotografia. O efeito 3D beneficia da horizontalidade das imagens.
As duas lentes são Anaston de 35mm e f/3.5, e a velocidade máxima 1/200s.
NISHIKA N8000 (1989)
207 - NISHIKA N8000 (1989)
Esta "quatro olhos" serve para obter efeitos estereoscópicos a partir das quatro imagens simultâneas que produz.
É de plástico e tem quatro lentes de 30mm para produzir, em rolos 135, quatro fotografias 18X24mm.
A velocidade é fixa, 1/60, e há três aberturas de diafragma seleccionáveis.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
CORONET 3D (1954)
205 - CORONET 3D (1954)
Para quem não saiba, nos anos 50 houve um entusiasmo pela produção de imagens tridimensionais, e foram lançadas várias câmaras para o efeito.
Esta CORONET em baquelite dispara duas fotografias ao mesmo tempo, com desfasamento horizontal, em rolos 127.
As fotografias com cerca de 3x4 cm são depois colocadas em posição invertida num visor através do qual se consegue a ilusão 3D.
Um dia destes mostro o visor.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
KODAK Jiffy Six-16 (1933)
201 - KODAK Jiffy Six-16 (1933)
Esta é a tal que vos mostrei há dias e que tive que usar enrolando o fole, para evitar entradas indesejadas de luz. Tive sucesso relativo.
Tem a estrutura rebatível e uma bela decoração Art Deco.
Usa rolos 616 e faz fotografias num tamanho invulgar (6,5X11 cm).
Lente Twindar, 105mm f/8.
Andou por Chelas.
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