terça-feira, 29 de outubro de 2013
BELL & HOWELL Magic Eye (1958)
181 - BELL & HOWELL Magic Eye (1958)
Uma máquina muito invulgar produzida pela Bell & Howell, Wheeling, Illinois. Empresa mais conhecida pelas câmaras de filmar e pelos projectores.
O fotógrafo só tem que indicar uma de duas sensibilidades para o filme e, a partir daí, ela trata de tudo o resto. Pelo sim pelo não mostra no visor a cor vermelha no caso de a luz ser insuficiente.
Faz 4X4 em rolos 127, com excelente definição.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
KORELLE 6X4,5 (1933)
180 - KORELLE 6X4,5 (1933)
Máquina de estrutura rebatível com uma invulgar porta com dobradiça na parte frontal.
Produzida por Kochmann, o lendário industrial que foi forçado a fugir do nazismo e, mais tarde, confrontado com a divisão da Alemanha.
Usa rolos 120 para 6X6.
Foi aos jardins da Gulbenkian.
FIRST Six (1952)
179 - FIRST Six (1952)
As do pós-guerra, produzidas pela Tokiwa Seiki entre 1952 e 1956 são muito diferentes das que a Kuribayashi produzia antes da guerra.
Inspiradas pela Zeiss Ikonta, de fole horizontal, têm uma aparência arredondada e dois visores (um para ver de cima e outro ao nível do olho).
Produzem dois formatos (6X6 ou 6X4,5 cm). Para tal basta accionar umas portas articuladas no interior antes de fazer o carregamento.
Andou pelos jardins da Gulbenkian.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
WELMY Six (1953)
178 - WELMY Six (1953)
Médio formato (6X6) japonesa, de cama horizontal, produzida por Taisei Kōki.
Distingue-se por ter dois visores em paralelo, um de utilização vertical e outro horizontal. São ambos de vidro esverdeado.
Lente Terionar 75mm F:3.5 e velocidades de 1 a 200.
O exemplar utilizado nesta experimentação tem entradas descontroladas de luz.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
KODAK Vest Pocket Model B (1925)
176 - KODAK Vest Pocket Model B (1925)
Uma "económica" dos anos vinte para usar no casaco (vest) pois o seu tamanho permitia.
Era pequena por usar os rolos 127 (4X6 cm).
Aberturas 1 a 4, na realidade correspondendo a
f/11, f/16, f/22 e f/32. Duas velocidades T (pose) e I (instantâneo).
Deu um look retro ao palacete na praia de Cascais.
KODAK Autographic 1A Special (1914)
174 - KODAK Autographic 1A Special (1914)
Uma máquina histórica pois foi a segunda a proporcionar um telémetro (trata-se do pequeno cubo por baixo da lente).
Como o nome indica "Autographic" isso significa que o fotógrafo podia escrever notas directamente na película, desde que carregasse na máquina um rolo adequado. Através de uma janela na tampa posterior.
Usavam rolos 116 o que, hoje, constitui um problema já que deixou de ser produzido em 1984 (o início da produção foi em 1899). Faz fotografias com 6,5X11 cm.
Por isso vi-me forçado a usar o que tinha, um rolo Verichrome cuja validade terminara em 1970. Um preço a pagar.
ENSIGN Carbine Tropical nº 12 (1926)
173 - ENSIGN Carbine Tropical nº 12 (1926)
As Carbine Tropical da Ensign apresentam-se como mais resistentes, acobreadas, e pretendem atrair como cliente o explorador de países exóticos.
A nº 12 tem até uma abas laterais em teca.
Estão dotadas de uma lente Zeiss f4,5 e 12cm bem como obturador Compur.
Usavam rolos 116 o que, hoje, constitui um problema já que deixou de ser produzido em 1984 (o início da produção foi em 1899).
Por isso vi-me forçado a usar o que tinha, um rolo Verichrome cuja validade terminara em 1970.
Como se pode verificar envelheceu mal.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
PURMA Plus (1951)
172 - PURMA Plus (1951)
Já aqui falei das originalidades desta marca inglesa a propósito da Purma Special.
Plano focal curvo, obturador de cortina em metal e velocidades de obturação variáveis de acordo com a posição da máquina ao disparar.
A versão Plus, tal como as outras desenhada pelo fundador da empresa, A.C. Mayo, é em alumínio em vez de baquelite.
Andou pela Comporta a fazer 4X4cm em rolos 127.
RICOH Ricohflex IIII (1952)
171 - RICOH Ricohflex IIII (1952)
A Ricohflex IV, que os japoneses por dificuldades linguistícas inicialmente designaram por Ricohflex IIII, é uma TLR (twin lens reflex).
Tem portanto uma lente para fotografar e outra, paralela, para enquadrar e focar.
Usa rolos 120 e faz fotografias 6X6.
Esta andou a fotografar na Comporta.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
FERRANIA Ibis 44 (1956)
168 - FERRANIA Ibis 44 (1956)
Uma italiana, o que não é muito comum nestas paragens.
Como o nome indica faz 4X4 em rolos 127.
É prima direita da Bilora Bella 44 (dizem as más línguas que foram ambas produzidas na mesma fábrica alemã).
Tem duas velocidades (1/50 e 1/100) e duas aberturas (f7.7 e f12).
Fotografou uma ponte em Chaves.
DACORA Daci Royal (1950)
167 - DACORA Daci Royal (1950)
Uma câmara de médio formato, 6X6 em rolos 120.
Abertura f9, imutável tal como a velocidade de obturação.
Permite regular a focagem.
Era feita em quatro cores: vermelho, verde, cinzento e preto.
Fotografou a igreja da famosa aldeia fronteiriça de Rio de Onor, no Parque do Montesinho em Trás-os-Montes.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
WELTA Penti I (1961)
163 - WELTA Penti I (1961)
Esta pequena câmara douranda foi produzida na ex-RDA, pela VEB Kinowerke, antecessora da Pentacon.
Usa 35mm na versão Rapid da Agfa. Ou seja, duas bobines (uma emissora e outra receptora) entre as quais a película circula e dentro das quais se enrola sobre si própria.
Para esta experiência foi usado um rolo Rapid dos anos 80 do século passado.
KODAK Instamatic 100 (1963)
162 - KODAK Instamatic 100 (1963)
A primeira "point and shoot" desta famosa série desenvolvida por Dean M. Peterson, num design ainda hoje paradigmático.
Simplicidade absoluta com abertura e velocidade fixas, mas não só.
A película é usada sob a forma dos rolos "cartridge" 126 (na foto) para total facilidade de carregamento e manipulação.
Neste caso foi usado um rolo cuja validade cessava em 1991.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
ENSIGN Vest Pocket (1926)
160 - ENSIGN Vest Pocket (1926)
Uma inglesa, em alumínio, de estrutura rebatível.
Lançada para concorrer com a congénere da Kodak, adoptou os rolos 127 em formato 4X6,5 cm.
Escusam de elogiar o enquadramento pois não era isto que eu queria fotografar. Pela primeira vez aconteceu-me espreitar por um visor que está, sei agora, desalinhado relativamente à lente.
ZEISS Ikon Kolibri (1930)
158 - ZEISS Ikon Kolibri (1930)
Com o seu engraçado pézinho ela consegue manter-se ao alto, mesmo com o canhão da objectiva retráctil estendido. O nome deve vir daí.
No topo os dois rectângulos de chapa, de tamanhos desiguais, servem de visor e, fora de uso, recaiem um para cada lado.
Rolos 127 e fotografias 3X4 cm.
Andou a ver os apetrechos dos pescadores de Sines.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
BENCINI Comet III (1953)
156 - BENCINI Comet III (1953)
Esta italiana quer fazer-se passar por máquina de filmar, com o seu porte altivo e vertical.
Mas é "apenas" uma Câmara fotográfica que usa rolos 127 e produz fotografias de 3X4 cm.
Fez reportagem na Expo e apanhou a D. Catarina de Bragança, a tal que levou Tanger e Bombaim no dote para se casar com Carlos II.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
BELL & HOWELL Dial 35 (1963)
150 - BELL & HOWELL Dial 35 (1963)
Como se pode ver a ideia de misturar telefones com máquinas fotográficas remonta aos anos 60. Neste caso os "dials" são apenas decorativos e usados para estabelecer a sensibilidade da película.
Tal como a sua irmã gémea, a CANON Dial 35, usa rolos 135 mas produz o chamado meio formato (18X24 mm).
A pega cilindrica inferior constitui um mecanismo de "corda" que uma vez accionado permite 20 disparos com avanço automático.
AGFA Synchro Box (1951)
149 - AGFA Synchro Box (1951)
Este simpático caixote foi-me oferecido pela minha amiga holandesa Isabel.
Foi dela desde a adolescência e tem, adequadamente, um estojo de pele cor de rosa.
Como muitas vezes acontece com as máquinas antigas o obturador está cansado, ou seja, funciona mais lentamente do que devia.
Eu cometi a imprudência de a experimentar em dia de luz intensa.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
ROLLEIFLEX SL35E (1978)
148 - ROLLEIFLEX SL35E (1978)
Uma 35mm lançada em 1978 e produzida até à falência da Rollei em 1981, quando tiveram que fechar a fábrica em Singapura para se concentrarem nos produtos topo de gama.
Tem obturador vertical, electrónico, de plano focal. Pode funcionar em modo "prioridade à abertura", mostrando a velocidade resultante no visor através de LEDs.
OLYMPUS Ecru (1991)
147 - OLYMPUS Ecru (1991)
Uma câmara 35mm invulgar produzida em edição limitada (10.000 no Japão mais 10.000 no resto do mundo.
O nome, e a própria côr "branco sujo", remetem para o termo português "cru", e para uma abordagem intelectual mais próxima do natural.
O funcionamento é o de uma "point & shoot", objectiva 35mm/3.5. Tem flash incorporado.
terça-feira, 9 de julho de 2013
ENSIGN Commando (1949)
144 - ENSIGN Commando (1949)
Esta telemétrica inglesa do pós-guerra tem uma característica única; a focagem faz-se não pelo avanço ou recuo da lente mas sim pela deslocação do plano focal onde se situa a película.
Produz imagens em 6X6 ou 6X4,5 cms, bastando ao fotógrafo mover uma espécie de portas articuladas que transformam o quadrado exposto em rectângulo.
terça-feira, 2 de julho de 2013
OLYMPUS OM-10 (1979)
142 - OLYMPUS OM-10 (1979)
As Olympus OM foram, no princípio dos anos 70, uma importante novidade no mercado das SLRs, pelo seu reduzido tamanho e qualidade.
Este modelo OM-10 faz parte de uma série mais económica e automática mas, no caso vertente, a adição de um "adaptador manual" tornou possível a definição da velocidade pelo fotógrafo.
A famosa objectiva Zuiko 50mm - 1.8 não deixa os seus créditos por mãos alheias.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
AGILUX Agimatic (1958)
140 - AGILUX Agimatic (1958)
Esta máquina inglesa (embora esteja com problemas na focagem) tem vários aspectos interessantes.
Por exemplo o botão de disparo, se se levar o seu curso até ao fim, procede ao avanço da película garantindo que a máquina fica imediatamente pronta para uma nova fotografia.
A Agimatic dispõe também de um curioso fotómetro de extinção que permite ao fotógrafo determinar a exposição a partir do número mais alto que conseguir divisar quando espreita pelo óculo do fotómetro.
Como se não bastasse ainda está dotada de uma máscara que adapta o visor à distância focal da objectiva montada em cada momento.
Em suma, uma câmara muito interessante.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
SAMOCA Super 35X (1957)
138 - SAMOCA Super 35X (1957)
Gosto muito das máquinas que têm um segundo olho por cima da lente. Esta por acaso nem tem mas imita muito bem.
O circulo preto, que imita a segunda lente das TLR, é apenas uma espécie de roda dentada manipulada com o dedo para conseguir a focagem.
A empresa Sanei Sangyō K.K. produziu as Samoca, no Japão, entre 1952 e 1962.
Esta foi passear a Porto Covo.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
DURST 66 (1956)
136 - DURST 66 (1956)
Produzida por Durst SA de Bolzano, Itália, empresa mais conhecida pela produção de ampliadores para os laboratórios fotográficos.
Trata-se de uma robusta 6X6 que usa rolos 120.
A objectiva é a Color Duplon de 80mm.
O fotógrafo só pode escolher a velocidade pois a abertura de diafragama é fixa.
KODAK Autographic Junior nº 1 (1914)
135 - KODAK Autographic Junior nº 1 (1914)
É espantosa a performance desta velhinha.
Achei que me podia dar sorte fotografar a família, no meu 68º aniversário, com uma máquina de 99 anos (se não o objecto pelo menos o conceito).
Como o dia era de sol o seu máximo de 1/50 era suficiente para disparar com abertura 32 e focagem a olhómetro.
Estes modelos "autographic" devem o seu nome ao facto de "nas traseiras" abrirem uma portinhola por onde o fotógrafo pode anotar "nas costas" da película.
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