196 - ANSCO Memo (1927)
Trata-se de uma 35mm de quando as cassettes ainda não se tinham vulgarizado.
O fotógrafo tem, portanto, que carregar uma caixa de onde a máquina vai depois "tirando" a película à medida que funciona. Faz meio formato (18X24mm).
Lente Cinemat 6,3/40 mm, obturador ILEX 1/25-1/100 seg.
195 - KODAK Signet 40 (1956)
Produzida nos States, esta telemétrica foi a segunda da famíla, cinco anos depois da Signet 35 (já aqui apresentada).
Lente Kodak Ektanon f/3.5-f/22 F=46mm e obturador Synchro 400.
Andou pelas arribas da Galé.
194 - KODAK Six-20 Art Deco (1932)
Esta bela kodak de fole tem o dito em mau estado. Por isso usei um truque; meti lá dentro um cone em cartolina para impedir que a luz que entra pelos furos do fole atingisse a película. Isto foi o que consegui.
Lente Kodak Anastigmat 100 e obturador Kodon ( T, B, 1/25, 1/50, 1/100)
Usa rolos 620 e faz 6X9.
193 - OLYMPUS Trip 35 (1967)
Foi produzida entre 1967 e 1984 esta pequena, e prática, câmara de viagem.
Dotada de um fotómetro de selénio pode, se quisermos, fazer automaticamente os cálculos da exposição, com bastante eficácia.
Lente Zuiko 40mm f/2.8, e obturador Prontor-Compur.
Permite focagem por zonas.
Fotografou a ponte pedonal de Alcácer.
192 - ENERMANN Heag XV (1912)
A Enermann foi uma das empresas (tal como a Contessa-Nettel, Goerz e Ica) que se fundiram para a histórica criação da Zeiss Ikon em 1926.
Este exemplar está dotado de um carregador RADA para rolos 120 mas, originalmente, usava placas. Produz fotografias em 6X9.
Andou a fotografar o cavalo do cigano, nas Olaias.
191 - ENSIGN Carbine Tropical nº 4 (1927)
As Carbine Tropical da Ensign apresentavam-se como resistentes, acobreadas, e pretendiam atrair como cliente o explorador de países exóticos.
A nº 4 tem uma lente f6.3, Aldis Uno Anastigmat, que fecha até f32.
Obturador Trichro (1/25 - 1/100, B, T).
Usam rolos 120 e fazem 6X9.
Fotografou as traseiras do cemitério do Alto de S. João.
190 - OLYMPUS TL Zoom 105 (1997)
Uma 35mm, ao findar do século, para pessoas que cultivam o estilo.
Para além de ser sexy é automática em tudo.
Lente zoom 38-105mm, f/4.5-8.9.
189 - KODAK 66 (1958)
Uma máquina de fole produzida na Inglaterra já um tanto em contra ciclo, no fim dos anos cinquenta.
Esta, modelo III, tem uma lente Anaston de 75mm f:4.5 e obturador Velio com cinco velocidades.
Andou pelo Trancão.
188 - FELICA (1957)
Uma médio formato (rolos 120 em 6X6) fabricada pela Vredeborch GmbH, Nordenham, Alemanha.
Lente de menisco 60mm f/8, o obturador de guilhotina permite 1/25 and 1/50 +B.
Focagem por zona.
Andou para os lados do Trancão.
187 - NIXON Nixette (1954)
Uma invulgar câmara alemã.
O fole dobra-se de forma não concêntrica e o disparo é feito pressionando um estilete metálico, em vez do habitual botão.
Existe também com o nome Trixette (da Gerlach).
Obturador Vario 25,50,200 + B.
Lente: Supra Anastigmat, 75mm
Fax 6X6 em rolos 120.
Foi ao miradoiro de S. Catarina fotografar o Adamastor.
186 - EUMIG Eumigetta I (1954)
Uma austríaca robusta, toda em metal, com a lente montada num tubo retráctil.
Faz 6X6 em rolos 120.
A lente é uma Eumar 1: 5.6 f = 80mm.
Andou pelas ruelas da Bica.
185 - ENSIGN Ful-Vue (1953)
Esta pequena inglesa tem um enorme visor que recebe a imagem da lente superior. É o que se chama uma pseudo-TLR, já que não se tem no visor qualquer informação sobre a focagem.
A focagem é, aliás a única regulação possível.
Usa rolos 120 e faz 6X6.
184 - TOPCON Unirex (1969)
Produzida pela Tokyo Kogagu Kikai, foi uma das primeiras SLR com fotómetro CdS. Permite leituras da luz por ponto e leituras do valor médio.
Está equipada com um obturador de folhas, na objectiva, em vez do obturador de cortina habitual nas SLRs.
183 - KODAK 35 RF (1940)
Como o nome indica é uma 35mm com "rangefinder" (telémetro).
Lente Anastar f/3.5, 50mm.
o sistema de focagem está bastante deficiente.
182 - YASHICA LM 44 (1989)
Uma TLR formato 4X4, em rolos 127, à semelhança da Rollei.
Apareceu em várias cores, esta em cinzento.
O obturador Copal SV oferece velocidades de 1 a 1/500 de segundo e a lente é uma Yashikor 60mm f/3.5, de três elementos.
181 - BELL & HOWELL Magic Eye (1958)
Uma máquina muito invulgar produzida pela Bell & Howell, Wheeling, Illinois. Empresa mais conhecida pelas câmaras de filmar e pelos projectores.
O fotógrafo só tem que indicar uma de duas sensibilidades para o filme e, a partir daí, ela trata de tudo o resto. Pelo sim pelo não mostra no visor a cor vermelha no caso de a luz ser insuficiente.
Faz 4X4 em rolos 127, com excelente definição.
180 - KORELLE 6X4,5 (1933)
Máquina de estrutura rebatível com uma invulgar porta com dobradiça na parte frontal.
Produzida por Kochmann, o lendário industrial que foi forçado a fugir do nazismo e, mais tarde, confrontado com a divisão da Alemanha.
Usa rolos 120 para 6X6.
Foi aos jardins da Gulbenkian.
179 - FIRST Six (1952)
As do pós-guerra, produzidas pela Tokiwa Seiki entre 1952 e 1956 são muito diferentes das que a Kuribayashi produzia antes da guerra.
Inspiradas pela Zeiss Ikonta, de fole horizontal, têm uma aparência arredondada e dois visores (um para ver de cima e outro ao nível do olho).
Produzem dois formatos (6X6 ou 6X4,5 cm). Para tal basta accionar umas portas articuladas no interior antes de fazer o carregamento.
Andou pelos jardins da Gulbenkian.
178 - WELMY Six (1953)
Médio formato (6X6) japonesa, de cama horizontal, produzida por Taisei Kōki.
Distingue-se por ter dois visores em paralelo, um de utilização vertical e outro horizontal. São ambos de vidro esverdeado.
Lente Terionar 75mm F:3.5 e velocidades de 1 a 200.
O exemplar utilizado nesta experimentação tem entradas descontroladas de luz.
177 - KODAK - Vest Pocket Autographic (1915)
Tem estrutura extensível "de lagarta" e também pertence à família das "autographic", podendo portanto escrever-se notas directamente na película.
Lente de menisco 75mm, f11 e velocidades 1/25, 1/50 B and T.
Faz fotografias 4X7cm em rolos 127.
176 - KODAK Vest Pocket Model B (1925)
Uma "económica" dos anos vinte para usar no casaco (vest) pois o seu tamanho permitia.
Era pequena por usar os rolos 127 (4X6 cm).
Aberturas 1 a 4, na realidade correspondendo a
f/11, f/16, f/22 e f/32. Duas velocidades T (pose) e I (instantâneo).
Deu um look retro ao palacete na praia de Cascais.
175 - MIOM Photax Blindé (1937)
Uma francesa de baquelite com lente de menisco. O apelido "blindé" advém da tampa em baquelite de que vinha dotada.
A estrutura da lente desenrosca do corpo antes de poder ser utilizada.
Usa rolos 620 e produz 6X9.
174 - KODAK Autographic 1A Special (1914)
Uma máquina histórica pois foi a segunda a proporcionar um telémetro (trata-se do pequeno cubo por baixo da lente).
Como o nome indica "Autographic" isso significa que o fotógrafo podia escrever notas directamente na película, desde que carregasse na máquina um rolo adequado. Através de uma janela na tampa posterior.
Usavam rolos 116 o que, hoje, constitui um problema já que deixou de ser produzido em 1984 (o início da produção foi em 1899). Faz fotografias com 6,5X11 cm.
Por isso vi-me forçado a usar o que tinha, um rolo Verichrome cuja validade terminara em 1970. Um preço a pagar.
173 - ENSIGN Carbine Tropical nº 12 (1926)
As Carbine Tropical da Ensign apresentam-se como mais resistentes, acobreadas, e pretendem atrair como cliente o explorador de países exóticos.
A nº 12 tem até uma abas laterais em teca.
Estão dotadas de uma lente Zeiss f4,5 e 12cm bem como obturador Compur.
Usavam rolos 116 o que, hoje, constitui um problema já que deixou de ser produzido em 1984 (o início da produção foi em 1899).
Por isso vi-me forçado a usar o que tinha, um rolo Verichrome cuja validade terminara em 1970.
Como se pode verificar envelheceu mal.
172 - PURMA Plus (1951)
Já aqui falei das originalidades desta marca inglesa a propósito da Purma Special.
Plano focal curvo, obturador de cortina em metal e velocidades de obturação variáveis de acordo com a posição da máquina ao disparar.
A versão Plus, tal como as outras desenhada pelo fundador da empresa, A.C. Mayo, é em alumínio em vez de baquelite.
Andou pela Comporta a fazer 4X4cm em rolos 127.
171 - RICOH Ricohflex IIII (1952)
A Ricohflex IV, que os japoneses por dificuldades linguistícas inicialmente designaram por Ricohflex IIII, é uma TLR (twin lens reflex).
Tem portanto uma lente para fotografar e outra, paralela, para enquadrar e focar.
Usa rolos 120 e faz fotografias 6X6.
Esta andou a fotografar na Comporta.
170 - KODAK Brownie Cresta 3 (1960)
Prima direita da Brownie 127, recentemente publicada, constitui um desenvolvimento do mesmo conceito em plástico, para os rolos 120 (6X6).
Tem abertura fixa f11 e velocidade única 1/40).
Fotografou um grupo de jovens que encontrei em Freixo de Espada à Cinta.
169 - KODAK Brownie 127 mod. 1 (1952)
Produzidas em Inglaterra tornaram-se um caso de popularidade, com milhões de exemplares em circulação nos anos 50.
Corpo em baquelite, lente de menisco e obturador rotativo.
Como o nome indica, usa rolos 127 e faz 4X6cm.
168 - FERRANIA Ibis 44 (1956)
Uma italiana, o que não é muito comum nestas paragens.
Como o nome indica faz 4X4 em rolos 127.
É prima direita da Bilora Bella 44 (dizem as más línguas que foram ambas produzidas na mesma fábrica alemã).
Tem duas velocidades (1/50 e 1/100) e duas aberturas (f7.7 e f12).
Fotografou uma ponte em Chaves.
167 - DACORA Daci Royal (1950)
Uma câmara de médio formato, 6X6 em rolos 120.
Abertura f9, imutável tal como a velocidade de obturação.
Permite regular a focagem.
Era feita em quatro cores: vermelho, verde, cinzento e preto.
Fotografou a igreja da famosa aldeia fronteiriça de Rio de Onor, no Parque do Montesinho em Trás-os-Montes.
166 - BILORA Boy (1953)
Máquina alemã, de baquelite, produzida no pós-guerra.
Lente de menisco e velocidade de obturação invariável.
Usa rolos 127 para produzir fotografias com 4X6,5 cm.
Andou pelas ruelas de Miranda do Douro.
165 - ARETTE 1A (1957)
Uma 35mm alemã, muito simples mas elegante. Sem fotómetro e sem telémetro.
Com lente Isco Westar 1:2.8/45.
Fotografou na albufeira do Azibo.
164 - AGILUX Agiflash (1954)
Foi feita em Croyden, na Inglaterra.
Não tem qualquer regulação que permita ao fotógrafo fazer mais do que enquadrar o motivo (segundo consta a velocidade de obturação é 1/35).
Usa rolos 127 para produzir 8 fotografias em 4X6.5 cm.
Passeou por Chaves.
163 - WELTA Penti I (1961)
Esta pequena câmara douranda foi produzida na ex-RDA, pela VEB Kinowerke, antecessora da Pentacon.
Usa 35mm na versão Rapid da Agfa. Ou seja, duas bobines (uma emissora e outra receptora) entre as quais a película circula e dentro das quais se enrola sobre si própria.
Para esta experiência foi usado um rolo Rapid dos anos 80 do século passado.
162 - KODAK Instamatic 100 (1963)
A primeira "point and shoot" desta famosa série desenvolvida por Dean M. Peterson, num design ainda hoje paradigmático.
Simplicidade absoluta com abertura e velocidade fixas, mas não só.
A película é usada sob a forma dos rolos "cartridge" 126 (na foto) para total facilidade de carregamento e manipulação.
Neste caso foi usado um rolo cuja validade cessava em 1991.
161 - PRAKTICA Super TL 1000 (1980)
Uma SLR 35mm da Kombinat VEB Pentacon, em Dresden.
Com obturador de cortina metálica funcionando na vertical proporciona 1/1000 de velocidade máxima.
Montagem de lente M42 e medição de luz TTL.
Foi usada com uma zoom 28-200 da Soligor.
160 - ENSIGN Vest Pocket (1926)
Uma inglesa, em alumínio, de estrutura rebatível.
Lançada para concorrer com a congénere da Kodak, adoptou os rolos 127 em formato 4X6,5 cm.
Escusam de elogiar o enquadramento pois não era isto que eu queria fotografar. Pela primeira vez aconteceu-me espreitar por um visor que está, sei agora, desalinhado relativamente à lente.
159 - KODAK Brownie Vecta (1963)
Mais uma das incontáveis Kodak's, desenhada em plástico pelo Kenneth Grange.
Só tem uma abertura e só tem uma velocidade. A ergonomia é mais adequada para fotografias verticais.
O disparo faz-se na extremidade da barra por baixo da lente.
Usa rolos 127 em 4X6 cm.
158 - ZEISS Ikon Kolibri (1930)
Com o seu engraçado pézinho ela consegue manter-se ao alto, mesmo com o canhão da objectiva retráctil estendido. O nome deve vir daí.
No topo os dois rectângulos de chapa, de tamanhos desiguais, servem de visor e, fora de uso, recaiem um para cada lado.
Rolos 127 e fotografias 3X4 cm.
Andou a ver os apetrechos dos pescadores de Sines.
157 - KONICA Auto S (1963)
Uma 35mm feita pela Konishiroku.
É uma telemétrica com medição de luz por célula CdS.
Subiu ao topo do arco da Rua Augusta.
156 - BENCINI Comet III (1953)
Esta italiana quer fazer-se passar por máquina de filmar, com o seu porte altivo e vertical.
Mas é "apenas" uma Câmara fotográfica que usa rolos 127 e produz fotografias de 3X4 cm.
Fez reportagem na Expo e apanhou a D. Catarina de Bragança, a tal que levou Tanger e Bombaim no dote para se casar com Carlos II.
155 - KODAK Brownie Bull's-Eye (1954)
Um caixote em baquelite desenhado por Arthur Crapsey.
Lente Twindar com focagem por zonas.
Usa rolos 620 e faz 6X9.
154 - ENSIGN Cupid (1923)
A marca inglesa Ensign é sinónimo de originalidade e mesmo extravagância.
Esta adoptou um bico, para não ter o aspecto das suas congéres vulgarmente designadas por "caixote".
Faz 16 fotografias, 4,5X6 cm, em rolos 120.
153 - ANSCO Anscoflex II (1954)
Um design vistoso de Raymond Loewy, em que uma porta deslizante destapa a lente para se tornar anteparo do visor.
É uma pseudo-TLR, com velocidade e abertura fixas.
Faz 6X6 em rolos 620.
152 - GALLUS Derlux (1947)
Uma francesa do pós-guerra toda em alumínio.
Tem um pequeno fole que se estende quando se puxa a lente até perfazer 50mm de distância focal.
Trabalha com rolos 127 e faz fotografias em 3X4 cm. Obturador de plano focal.
151 - CANON AF35M (1979)
A primeira compacta com focagem automática activa ( infra-vermelhos).
Com distância focal de 38mm e abertura 2.8 usa uma fotómetro CdS.
Avanço da película automático e pop-up flash integrado.
150 - BELL & HOWELL Dial 35 (1963)
Como se pode ver a ideia de misturar telefones com máquinas fotográficas remonta aos anos 60. Neste caso os "dials" são apenas decorativos e usados para estabelecer a sensibilidade da película.
Tal como a sua irmã gémea, a CANON Dial 35, usa rolos 135 mas produz o chamado meio formato (18X24 mm).
A pega cilindrica inferior constitui um mecanismo de "corda" que uma vez accionado permite 20 disparos com avanço automático.
149 - AGFA Synchro Box (1951)
Este simpático caixote foi-me oferecido pela minha amiga holandesa Isabel.
Foi dela desde a adolescência e tem, adequadamente, um estojo de pele cor de rosa.
Como muitas vezes acontece com as máquinas antigas o obturador está cansado, ou seja, funciona mais lentamente do que devia.
Eu cometi a imprudência de a experimentar em dia de luz intensa.
148 - ROLLEIFLEX SL35E (1978)
Uma 35mm lançada em 1978 e produzida até à falência da Rollei em 1981, quando tiveram que fechar a fábrica em Singapura para se concentrarem nos produtos topo de gama.
Tem obturador vertical, electrónico, de plano focal. Pode funcionar em modo "prioridade à abertura", mostrando a velocidade resultante no visor através de LEDs.
147 - OLYMPUS Ecru (1991)
Uma câmara 35mm invulgar produzida em edição limitada (10.000 no Japão mais 10.000 no resto do mundo.
O nome, e a própria côr "branco sujo", remetem para o termo português "cru", e para uma abordagem intelectual mais próxima do natural.
O funcionamento é o de uma "point & shoot", objectiva 35mm/3.5. Tem flash incorporado.