115 - CORONET 6-6 (1950)
Uma inglesa de baquelite que não tem nada para regular.
Usa rolos 120 para produzir o formato 6X6.
Andou pelas velharias do Carvalhal.
114 - SIGMA SA-7N (1999)
A marca é muito conhecida por causa das objectivas e não das câmaras.
Esta SA-7N, com zoom, que tem todas as comodidades modernas. À vista desarmada parece mais uma digital mas trabalha com rolos 35mm.
Neste dia, prós lados de S. Domingos, as florinhas amarelas anunciavam a Primavera.
113 - SAMOCA LE II (1961)
Telemétrica japonesa de 35mm com fotómetro de selénio.
Lente Samocar 1:2,8/50mm
112 - MINOLTA Six (1935)
Uma sólida 6X6 vinda do Japão de antes da guerra com estrutura rebatível em baquelite. Fotografou esta pequena igreja em Santiago do Cacém.
111 - ZORKI 4 (1956)
Mais uma réplica da Leica com origem na URSS. Tem um telémetro integrado e produz resultados interessantes. Como em quase todas as soviéticas o rebobinar da película é uma espécie de charada para o utilizador
110 - FUJI GA645Zi (1998)
Uma câmara médio formato que pode, se quisermos, funcionar como point and soot.
Avanço da película, focagem e medição automáticos se for essa a escolha do fotógrafo.
109 - NIKON 35Ti (1993)
Foi a despedida, em grande, das point-and-shoot com filme.
Corpo de titânio e uma originalidade, em vez do mostrador lcd tem um mostrador analógico que parece o tablier dum carro à moda antiga.
108 - ZEISS Super Ikonta B (1935)
Esta reputadíssima máquina da ZEISS, que faz 6X6, obriga o fotógrafo a olhar por dois buracos.
Primeiro para focar e depois para enquadrar.
Andou pelo Cais do Sodré.
107 - RICOH Ricohmatic 35 (1960)
Um design feliz que viria a ser copiado pela soviética ZORKI 10, já aqui mencionada.
Tem como aspectos salientes o fotómetro à volta da objectiva e o avanço da película puxando o pedunculo que se pode observar na fotografia.
É de exposição automática o que significa, quando as máquinas são muito antigas, que não chegamos a saber se é normal o resultado obtido. Neste caso foi fracote.
106 - GEVAERT Gevabox (1955)
Um "caixote" em 6X9, em que se pode escolher duas velocidades (1/50 e 1/100) e duas aberturas (11 ou 16).
Não há, portanto, muito por onde escolher.
105 - PETRI Flex 7 (1964)
Esta máquina copiou descaradamente o "look" da famosíssima Zeiss Contarex Bullseye, cinco anos mais velha.
Apesar disso é preciso reconhecer que tem uma qualidade de construção admirável, embora uns furos abaixo da Zeiss.
Fomos passear ao Corpo Santo.
104 - KODAK Signet 35 (1951)
A melhor Kodak da época, se considerarmos apenas as que eram fabricadas nos States.
É uma telemétrica com uma lente Ektar excelente (44mm f3.5).
Andou pelo vale de Chelas onde florescem as pequenas hortas quase todas mantidas por pessoas dos PALOPs.
103 - OLYMPUS XA2 (1980)
Pertence a uma família de ultra-compactas, formato 35mm, que vivem dentro de uma divertida concha que, ao fechar-se, as desliga e lhes protege a lente.
A XA2 Faz focagem por zonas e determina a exposição automáticamente.
102 - VOIGTLANDER Bessamatic (1959)
É robusta e pesada (quase um quilo) esta SLR com obturador de três folhas.
Depois de disparar o visor fica em black-out até que se avance a película e, dessa forma, se arme de novo o obturador.
Dispõe de um fotómetro de selénio que pode ser lido no visor enquanto se enquadra ou foca o motivo.
101 - MINOLTA Maxxum 7000 (1985)
Tem um lugar importante na história do desenvolvimento das câmaras fotográficas.
Foi a primeira a ter o mecanismo da focagem automática não na objectiva mas sim no corpo da máquina. Isso permitiu a produção de objectivas muito mais simples e baratas.
Também foi a primeira SLR a ter a manipulação do filme, avançar e rebobinar, totalmente automatizada.
100 - ROLLEIFLEX Magic I (1960)
Esta é a mal-amada Magic, só porque não deixa o fotógrafo intervir na exposição escolhendo a abertura e a velocidade.
Com a Magic o fotógrafo só tem que cuidar do enquadramento e da focagem.
Quanto ao resto, lá está a qualidade de construção e a excelente óptica da reputada marca.
099 - CORFIELD Periflex Gold Star (1961)
Inventadas por Kenneth (mais tarde Sir.) Corfield, as Periflex eram únicas pois a focagem era feita através de um pequeno periscópio que descia para trás da objectiva quando se armava o obturador. No momento do disparo o periscópio subia para desimpedir o caminho até à película.
A fortíssima concorrência japonesa levou ao encerramento da K.G.Corfield Ltd no início dos anos 70.
098 - CANON 7 (1961)
Foi a última câmara telemétrica da Canon a usar as objectivas com rosca M39 (como a Leica).
Tinha um fotómetro de selénio acoplado.
Andou para as bandas do Cercal.
097 - PONTIAC Lynx II (1948)
Câmara francesa de alumínio polido. É uma das minhas preferidas no plano estético.
Trabalha com rolos 127 e produz negativos em 3X4 cms.
A objectiva é uma 50mm Berthiot Flor 3.5 de quatro elementos.
096 - KONICA C35AF (1977)
A Konishiroku Photo Industry Company, Ltd., de Tóquio, foi quem lançou esta que foi a primeira câmara "de produção" com focagem automática.
A C35AF adoptou um sistema de focagem passivo, baseado em triangulações, que não vingou. Dois anos depois a Canon introduzia, com a AF35M, o sistema activo que foi adoptado pela indústria.
095 - ZORKI 10 (1964)
A primeira máquina soviética totalmente automática.
Foi produzida pela Krasnogorski Mekhanicheskii Zavod (KMZ) até 1978.
O design delicioso (dizem que foi copiado da Ricoh Auto 35V) resulta da elegância do disparador e do colar de selénio à volta da objectiva.
094 - BILORA Bella 44 (1958)
Apesar do nome não se trata de uma Italiana.
Eram produzidas na Alemanha e, embora de condição modesta, preocupavam-se com a aparência. Digamos que tentavam diferenciar-se do cinzentismo reinante.
Trabalhavam com rolos 127 e produziam negativos 4X4cm.
Esta andou pelo Carvalhal.
093 - LENINGRAD (1956)
Esta maravilhosa 35mm, desenhada por I. Shapiro e produzida pela GOMZ (State Optical-Mechanical Factory) em plena época de Krutshev, é um objecto que me torna ficcionista pelas coisas que me leva a imaginar.
Tem uma mola, a que se dá corda, e que permite disparar vinte vezes sem nos preocuparmos com o avanço da película.
Ao contrário de muitas outras soviéticas não se trata de mais uma cópia de marca ocidental famosa. Foi mesmo premiada com o "Grand Prix” na "1958 World Exposition" em Bruxelas.
092 - KODAK Bantam 4.5 (1938)
Outra pequeníssima Bantam, como as outras usando rolos 828 e produzindo o formato 28X40.
Esta pertence ao grupo de estrutura rebatível.
091 - LEICA AF-C1 (1989)
Esta point and shoot de uma marca famosa saiu no ano da queda do muro.
Tem uma objectiva que, não sendo zoom, "pára" nos 40 e nos 80 mm, com o simples toque num botão.
Ergonomia perfeita para o utilizador descomprometido.
090 - KODAK Retina IIc (1954)
Membro de uma longa série de câmaras 35mm fabricadas Estugarda pela Nagel Camerawerk, que a Kodak tinha adquirido em 1931. As Retinas fabricaram-se até aos anos 60 tendo começado em 1936.
Eram pequenas e económicas mas bem reputadas.
089 - KODAK Bantam 6.3 (1935)
Para as Bantam, das quais a mais famosa é a Special a Kodak inventou um novo tipo de rolo 35mm (anteriormente usado em cinema) aproveitando todo o espaço das perfurações que em fotografia eram desnecessárias. A película nestes novos rolos 828 era, no entanto, envolvida em papel, como nos rolos 120.
Levei-a para os lado de Belém mas não consegui fazer melhor do que isto.
088 - KODAK Retinette 1B (1963)
Membro de uma extensa série de Retinettes, esta "typ 45" foi produzida pela Kodak AG na Alemanha.
Com fotómetro acoplado ela estava equipada com o obturador PRONTOR LK.
Nunca foi importada pela a América.
087 - ARGUS CC (1941)
Esta 35mm teve uma vida muito curta, cerca de um ano, e foi a única Argus dotada de um fotómetro de selénio, mas não acoplado.
086 - NIKON FE (1978)
Uma máquina semi-profissional com cortinas metálicas de deslocação vertical.
Nesta experiência resolvi montar uma objectiva zoom (18-200), produzida 30 anos depois da FE, que normalmente uso com as modernas digitais (que não são full-frame).
A isso se deve a auréola preta.
085 - MINOLTA Zoom 110 SLR (1976)
Apesar do seu estilo "nave espacial" mostrou-se de focagem problemática. A pequenez do filme 110 (um quarto do tamanho do 135) também não ajuda.
Tem um zoom 25-50mm e velocidade de obturação automática.
A fotografada é a Louise.
084 - KODAK Retina Reflex III (1961)
Na lista infindável, e diversificada, de câmaras produzidas pela Kodak estas foram as primeiras reflex, com pentaprisma e fotómetro Gossen integrado.
Transpiram qualidade por todos os poros e os cinquenta anos passaram por elas sem se notar quase nada.
083 - KORELLE 4x6,5 (1931)
Um produto da "Franz Kochmann Fabrik photographischer Apparate".
Tem a estrutura rebatível.
Usa rolos 127 e produz um formato muito invulgar, 4x6,5 centímetros.
082 - ULTRA-FEX (1946)
No imediato pós-guerra fizeram, em França, estas máquinas em baquelite que usam rolos 620 e produzem formato 6X9.
Toda estrutura que suporta a lente é retráctil.
081 - KODAK Brownie Twin 20 (1959)
O nome tem a ver com os dois "olhos" por cima da lente, um para enquadrar com a máquina na barriga e o outro para enquadrar levando a máquina à cara.
Usa rolos 620 e produz 6X6.
080 - ARGUS Autronic I (1962)
A Argus foi fundada 1936, em Ann Arbor, USA, e foi responsável por uma linha de produtos fotográficos bastante sui generis. A sua coroa de glória foi a popular C3 que se manteve em produção durante 27 anos.
Esta Autronic apresenta as linhas direitas da sua linhagem. Tem um grande fotómetro de selénio e a focagem efectua-se rodando o botão na face da câmara, ao lado da objectiva.
079 - FED 5 (1977)
É uma telemétrica que foi produzida na fábrica FED na cidade ucraniana de Kharkov entre 1977 e 1996. Usa um fotómetro de selénio.
078 - KIEV 4 (1947)
Depois da guerra, a linha de montagem da Contax (Zeiss) foi "realojada" na fábrica Arsenal em Kiev. Assim nasceu a marca Kiev.
A Kiev 4, uma cópia da Contax, tem a particularidade de as janelas do telémetro serem muito afastadas uma da outra proporcionando uma focagem muito rigorosa. Em contrapartida tornam provavel a inadvertida colocação do dedo do fotógrafo à frente da janela direita
077 - ZENIT TTL (1977)
Uma SLR 35mm, sólida, produzida pela Krasnogorski Mekhanicheskii Zavod (KMZ), nos arredores de Moscovo durante o período soviético.
O visor está longe de ser luminoso o que torna mais difícil a operação de focagem.
076 - AGFA Agfamatic 508 (1978)
Uma câmara de bolso que fazia o avanço da película como quem puxa a culatra de uma arma, num movimento em que ela encolhia e se estendia de novo.
Usa rolo 110.
075 - KODAK Brownie 2 (1917)
Nasceu no ano da Revolução Soviética, aproxima-se do centésimo aniversário.
É espantosa a naturalidade com que fotografou o centro de Lisboa.
Usa rolos 120 e produz negativos 6X9 cm.
A estrutura é feita de madeira.
074 - BILORA Box Metal (1935)
Esta já não é de madeira e ostenta o facto, orgulhosamente, no próprio nome. O visor é que continua a ser um quebra cabeças para o fotógrafo que nunca sabe muito bem se o enquadramento está correcto.
Passeou no Martim Moniz.
073 - MINOLTA SRT 100X (1977)
Esta SLR 35mm, que me foi oferecida pelo meu amigo Orlando Serra Dos Santos, mostrou toda a sua qualidade na belíssima praia da Galé.
072 - YASHICA 230 AF (1987)
Está carregada de funcionalidades. O autofoco e a exposição automática funcionam com perfeição. Para além do mais tem uma ergonomia impecável.
É uma representante condigna das excelentes máquinas que já nos anos 80 existiam no mercado
071 - VOIGTLANDER Vito Automatic I (1960)
É uma simples 35mm destinada ao mercado dos amadores que não pretendiam gastar muito.
Tem cálculo automático da abertura a partir da velocidade estipulada pelo utilizador.
Não tem telémetro.
070 - MINOLTA Prod 20s (1990)
Um design retro com tiragem limitada a 20.000 exemplares.
Na prática funciona como qualquer "point and shoot".
069 - KODAK Medalist II (1946)
No ano seguinte ao meu nascimento nasceu, por sua vez, esta massiva e maciça Kodak (a maior parte das pessoas não tem ideia da fantástica quantidade e variedade de modelos que a Kodak produziu na sua história).
Fascina-me a helicoidal de focagem orgulhosamente exposta.
Usa rolos 620 para produzir originais em 6X9 cm.
068 - BENCINI Comet S (1950)
Uma pequena italiana, de folha, que gasta rolos 127 e faz o formato 3X4 cm. Só tem a velocidade de obturação 1/50 e pose (que se obtem levantando uma engraçada patilha junto à lente).
067 - AGFA Silette tipo 3 (1958)
Nem fotómetro, nem telémetro. A simplicidade de uma 35mm económica, com a qualidade alemã dos anos 50.
066 - NIKON F50 ( 1994)
Esta máquina é representativa do ponto onde tinham chegado as máquinas analógicas no dealbar da fotografia digital. Tem autofocus, calcula a exposição, tem avanço automático da película e várias outras facilidades de que hoje beneficiamos nas câmaras digitais.
Mas, como é óbvio, não mostrava imediatamente o resultado dos disparos.